Descubra como suprir a escassez de profissionais de TI no mercado

As tecnologias low-code e no-code se tornaram os novos paradigmas no desenvolvimento de aplicativos corporativos. E o melhor, elas ajudam a suprir a escassez de profissionais da área de TI no mercado de trabalho! Quer entender melhor como? Então, me acompanha nesse texto, tenho certeza de que você vai se surpreender!

O mercado de TI está muito aquecido!

O fato é que o cenário atual da pandemia fez com a transformação digital ocorresse de forma mais acelerada no Brasil. E qual foi a consequência disso? Um gargalo no mercado de trabalho: a falta de mão de obra na área de TI.

E, com a escassez desses profissionais no mercado de trabalho a competitividade aumentou! De acordo com um estudo da Brasscom de 2019, havia um déficit potencial anual na área de 24mil profissionais aproximadamente. E, ainda de acordo com esse estudo, o número de profissionais formados nesta área chegava a mais ou menos 46mil alunos/ano. 

Acontece que, após essa transformação digital esse número aumentou e tende a aumentar ainda mais! Estima-se que no ano de 2021 sejam criados aproximadamente 56 mil novos postos de trabalho.

Formação de profissionais de TI qualificados 

Já sabemos que existe uma grande demanda no mercado profissional por desenvolvedores de soluções. Então você deve estar pensando: isso significa que é só se capacitar e entrar de cabeça no mercado de trabalho, acertei?

Infelizmente a minha resposta é uma só: não, não é assim que a “banda toca”! Você já parou para se perguntar como é a formação de um profissional de TI

Posso adiantar aqui que não é rápido e nem fácil! Exige tempo e dedicação para que esses profissionais estejam aptos a encarar os desafios do mercado de trabalho nessa área. É preciso ter em mente que os estudos exigem no mínimo 2 anos de preparo (na maioria das vezes 4 anos) e que é preciso se debruçar em cima dos livros.

E o que pode ser feito para resolver esse problema?

A boa notícia é que já existem tecnologias no mercado que podem ajudar a resolver essa escassez de profissionais de TI. São elas: o low-code e o no-code! 

Chegamos em um momento do desenvolvimento que é preciso olhar com mais atenção para essas duas tecnologias e entender os benefícios que elas podem nos trazer. Pois, elas já são tecnologias reais e disponíveis no mercado! Além disso, ajudam a minimizar esse débito técnico entre a velocidade e qualidade, rapidez para se desenvolver códigos e escassez de talentos!

E vejam só que notícia fantástica: de acordo com Gartner, existe uma estimativa de que até 2024, 80% das tecnologias serão construídas por profissionais de fora das áreas de TI

Case de sucesso: Grupo Bild e Vitta

O Low-code:

Low-code é um movimento tecnológico e social que facilita e acelera o desenvolvimento de aplicativos por pessoas que não são necessariamente da área técnica de TI. E as plataformas para a criação de aplicações low-code são conhecidas como LCAP (Low-code applications plataforms).  

É uma solução imediata com muitos pontos positivos, vejam só:

  • Redesenhando processos
  • Desenvolvimento de soluções rápido
  • Acabando com processos antigos e criando novos
  • Modernizar o legado
  • Mercado em ebulição, muito dinheiro movimentado no setor
  • Facilidades de uso: sem necessidade de escrever códigos
  • Democratização no desenvolvimento de softwares – “qualquer pessoa” pode desenvolver soluções

As tecnologias low-code reduzem os custos, pois elas possibilitam fazer mais com menos pessoas. E também, consigo fazer uma melhor distribuição de trabalho (com mais participação dos usuários). Com isso, os desenvolvedores não precisam fazer tarefas “tão simples” no seu dia a dia e podem fazer de fato o seu trabalho (e zerar seus backlogs).

Pois, ele também acelera a velocidade, pela simplicidade e facilidade de uso. E, possibilita as pessoas a fazer a resolução das suas aplicações.

O No-code:

No-code são as plataformas que levam o conceito de low-code para outro nível. Nelas não existe nenhuma (sim, eu disse nenhuma!) necessidade de conhecimento de códigos. Aqui podemos afirmar que qualquer pessoa pode desenvolver as suas soluções, principalmente porque:

  • Tem uma interface amigável
  • Não há necessidade de escrever nenhuma linha de código
  • Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de Excel consegue utilizar

Além disso, Gartner diz que em um horizonte de 3 a 5 anos aproximadamente 65% do desenvolvimento de softwares as empresas serão feitos através de ferramentas no-code. 

Nem tudo são flores

Primeiramente, é importante ressaltar aqui que nem tudo são flores com a utilização dessas plataformas. Em alguns casos pode haver problemas de integrações, também é preciso tomar cuidado no que tange a consolidação de diversos sistemas. É válido sempre ter parâmetros e validar questões de segurança e privacidade. 

Além disso, é preciso ter governança de sistemas: agora o próprio usuário pode desenvolver pedaços do sistema ou até o sistema completo. Com isso, é preciso haver regras determinadas! Regras do jogo bem definidas! 

Aqui vale um ponto de atenção: nada dessas regras ou “amarrações” devem fazer com que os profissionais de TI precisarem homologar os sistemas desenvolvidos. Não esqueçam! 

Então, é hora de inovar e se reinventar! 

Precisamos nos adaptar ao mundo digital e estar abertos a grandes e impactantes transformações! E as empresas precisam se reinventar, se não, elas irão perdendo sua relevância ao longo do tempo.

O low-code e no-code vieram para ficar!

Thyelli Kataguire

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Meu nome é Thyelli Kataguire. Sou Engenheira de Produção, formada pela UNISINOS, com pós-graduação em Logística e Distribuição pela Fundação Instituto de Administração - FIA. Atuo na Zeev como Especialista em Projetos Estratégicos e tenho sólidas experiências profissionais na área de logística, tanto no e-commerce quanto na indústria. Já passei por empresas como Dell, Braskem, Privalia e MCassab. Similar a logística, sou apaixonada por movimentação. Tudo o que é dinâmico me motiva. E quando se trata de transformação de processos? Motiva mais ainda!